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segunda-feira

AtrMini

http://www.atractor.pt/mat/AtrMini/AtrMini.html
Nova ferramenta educativa dirigida aos mais novos e que pode ser importado gratuitamente!
Com o AtrMini, de uma forma interativa e lúdica, as crianças podem treinar operações algébricas, trabalhar com frações, usar a moeda de valor, entre outros conceitos matemáticos, subdivididas por níveis de dificuldade.

quinta-feira

Caderno virtual

CADERNO VIRTUAL

Excelente ferramenta de apoio educativo para às provas de final de ciclo!
Inscrição gratuita.


sexta-feira

Três estratégias para aprendizagem da leitura




Reeducação de erros disgráficos

Torres (2001), no livro “Dislexia, disortografia e disgrafia”, apresenta as seguintes formas concretas de reeducação dos erros mais usuais na disgrafia:

Forma das letras – os erros de desenho e forma das letras podem dever-se a um insuficiente conhecimento do grafema, a uma incapacidade de execução dos movimentos gráficos necessários à configuração dos mesmos, ou a uma deformação no traçado das letras, em consequência de uma excessiva velocidade de escrita. É muito importante que a criança repasse a configuração correcta de cada um dos grafemas e que interiorize a sua forma através de actividades variadas, como:

- Repassar o contorno das letras;

- Picotar e recortar letras;

- Reproduzir as letras em plasticina;

- Simular o formato das letras no ar;

- Executar as letras em espaços gráficos amplos, com tinta ou com pinturas;

- Executar as letras em folhas de papel quadriculado e liso.

Tamanho ou dimensão das letras – a má combinação de movimentos braço-mão-dedos origina os erros na proporcionalidade das letras. Os movimentos exclusivos do braço e o agarrar o lápis muito em cima dão lugar a letras grandes. Os movimentos exclusivos dos dedos e o agarrar o lápis muito em baixo, dão, pelo contrário, lugar a letras muito pequenas. Outras vezes, este problema de dimensão revela uma má percepção visuomotora. Apesar de puder usar os cadernos de duas linhas, a criança deve exercitar as regularidades da dimensão sem a ajuda de linhas, sendo favorável que comece por tomar como referência a primeira letra que escreveu.

Inclinações inadequadas – este tipo de dificuldade gráfica pode afectar tanto as próprias letras como a linha – inclinação interlinear. Existe uma forte relação entre a inclinação da escrita ou da linha, e a posição do papel e do corpo no decurso da escrita. Existem exercícios específicos que favorecem a estabilidade e direccionalidade da escrita, entre os quais se destacam:

- Traçado de linhas rectas;

- Traçado de linhas paralelas;

- Traçado de ondulações;

- União de dois pontos apenas com movimentos do pulso.

Quando o sujeito começa a escrever é necessário que pratique em folhas de papel unilinear, uma vez que estas fixam uma linha de base para a escrita.

Espaçamentos indevidos – estes verificam-se a dois níveis: entre linhas, ou entre linhas e palavras da mesma linha. As deficiências de separação podem dever-se a problemas de inclinação (uma inclinação excessiva do papel origina junção de letras e uma inclinação ínfima origina separações excessivas). Pode contar-se com a ajuda de cadernos, em especial dos quadriculados, que permitem à criança delimitar os espaços entre palavras de forma controlada, deixando dois ou três quadrados de separação entre cada palavra. A criança vai-se assim habituando aos espaçamentos.

Uniões ou ligações inapropriadas – as perturbações da ligação entre as letras podem dever-se a um inadequado conhecimento do grafema ou da sua execução, tendo como resultado a incorrecção dos traços de união, pelo que a reaprendizagem dos grafemas favorece a intervenção, tal como sucede nos erros relativos à forma das letras. Os exercícios que podem ser executados são:

- Exercícios de repasse de palavras ou frases em papel pautado, sem levantar o lápis;

- Exercícios de cópia de palavras, sem levantar o lápis;

- Exercícios de realização de ligações correctas em textos em que faltam as uniões entre as letras;

- Exercícios de correcção de ditados e composições próprias, completando ou reformando as uniões incorrectas.

quarta-feira

Aspeto neurológico da dislexia

O cérebro humano é responsável por uma série de importantes funções no organismo. É ele quem rege essa imensa orquestra que é o corpo humano. Esse órgão foi subdividido em regiões a fim de melhor entender as diferentes funções que realiza. Existem áreas que se associam para a realização de diversas “tarefas” de forma a combinar informações provenientes das mais variadas regiões do córtex. Por isso, esse local é chamado de Área Associativa. A figura a seguir demonstra a região Parieto-occipitotemporal, um dos componentes da área associativa. É aí que encontram as principais partes responsáveis pelo desenvolvimento da neurolinguistica, a área de Wernicke é a mais relevante para o caso de um tipo de dislexia.
A chamada de área de Wernicke, a qual se envolve, sumariamente, no entendimento da linguagem em si está relacionada a um tipo de função intelectual superior. Isso porque se entende que a linguagem é responsável por boa parte do desenvolvimento dessa habilidade. Um problema que afete esse local cerebral resulta em um tipo diferente de dislexia mais relacionado a uma incapacidade de entendimento da palavra propriamente dita. Ou seja, pessoas que tenham um distúrbio nessa localidade cerebral podem entender a palavra falada, ou até mesmo escrita, mas não compreendem o significado que elas contêm. Já o dito giro angular, local que está na região inferior do lobo parietal (mostrado na figura), por exemplo, é uma parte importante responsável pela interpretação da forma visual da palavra, que encontra entre os lobos temporal, occipital, e temporal. É a partir daí que a leitura é concretizada da maneira escrita sedimentando o significado das palavras as quais passam a ser mais que um “conjunto de letras” do alfabeto. Sabe que disfunções nessa região podem estar intrinsecamente relacionadas ao problema aqui discutido, a dislexia. Nesse caso, o indivíduo também pode ver a palavra, e saber que, por exemplo, no jornal existem muitas palavras, mas não sabe o que elas querem dizer, não há uma concretização da grafia com um conjunto de significados, como se fossem apenas uma sopa de letrinhas desconexas.

Como se pode facilmente entender, o ser humano, nas suas fases iniciais de desenvolvimento, amadurece intelectualmente de forma gradativa. Assim, as regiões aqui citadas como partes importantes para a aquisição da habilidade de leitura e escrita, estão presentes nesse processo. Entre, aproximadamente, as idades de quatro a seis anos, há o aprimoramento da parte mais visual das palavras. Nesse estágio, a criança já consegue transcrever algumas palavras, sem entender muito que elas dizem. Podem copiar, por exemplo, o seu nome que a mãe escreveu no papel (copiam, mas só sabem que é nome porque a mãe falou). Já entre cinco e sete anos, a capacidade de compreensão sonora da leitura começa a se exibir. Há uma ligação dos sons das palavras com o significado que elas venham a ter. Por exemplo, a criança começa a entender que se juntar as sílabas es+co+la se formará a palavra escola e ela entenderá o significado dessa grafia (nessa fase a compreensão começa a ser adquirida). E, até os nove anos de idade, esse processo intelectual se consolidará com o aprimoramento da capacidade de leitura, fluente e compreensível. Aqui, a criança é capaz de ler em voz alta na sala de aula de forma ininterrupta e inteligível para si e para quem ouve. Resumidamente, algum processo que, venha a atrapalhar o desenvolvimento de qualquer um desses estágios de forma concreta, no próprio desenvolvimento do sistema nervoso, pode desencadear um tipo de dislexia.

O peso que a genética pode ter sobre a determinação do caráter disléxico é ainda estudado e pesquisado por cientistas. A recomendação é a de que se deve, caso haja algum parente próximo que sofra do problema, como mãe ou pai, procurar um especialista que analise a criança mesmo antes de aparecerem possíveis indicadores do problema. Dessa forma, o tratamento pode ser iniciado de forma rápida e efetiva a fim de evitar muitos problemas que a criança possa ter tanto na vida escolar como social.

Problemas em cromossomas, especialmente o seis, que possui o gene DCD2 (que pode, supostamente, estar envolvido em até 20% dos casos de dislexia) e 15, com os genes DYX1, DYX2 e DYX4 parecem estar relacionados as mais variadas dislexias. O aparecimento, inclusive de características de rompimento de circuitos cerebrais, podem manifestar-se graças a esses defeitos cromossomais.

Tipos de dislexia

O termo dislexia refere-se a dificuldades de leitura na ausência de qualquer outra limitação ou alteração das capacidades intelectuais. Esta perturbação pode-se ainda classificar como dislexia adquirida, de desenvolvimento, central, periférica, de superfície e profunda.


A dislexia adquirida surge na sequência de um traumatismo ou lesão cerebral (a pessoa lia bem mas depois surgiu algum problema e passou a ter a perturbação).

A dislexia de desenvolvimento corresponde a uma perturbação ou atraso na aquisição de leitura que se relaciona com problemas na aprendizagem.

A dislexia central existe quando a produção de palavras escritas ou a sua leitura é afectada.

Por outro lado, a dislexia periférica ocorre apenas quando é afectado um modo de saída de vocalização e escrita.

A dislexia profunda ou fonológica caracteriza-se pela ocorrência dos chamados erros semânticos. Ex. A pessoa lê “carro” em vez de “roda”. Também se caracteriza por uma grande dificuldade em ler palavras desconhecidas.

A dislexia de superfície ou ortográfica corresponde à dificuldade de ler palavras irregulares, isto é, palavras que se lêem de forma diferente à da escrita. Ex. Em “guitarra” não se lê o “u”.

Os primeiros sinais de que a pessoa pode apresentar dislexia, tendem manifestar-se através de problemas de aprendizagem, dificuldades na linguagem oral, quando não há associação de símbolos gráficos às suas componentes auditivas, dificuldades em seguir orientações e instruções, dificuldades de memorização auditiva, problemas de atenção e ou de lateralidade. Na leitura ou na escrita, a pessoa pode confundir algumas letras, como por exemplo f/v; p/b; ch/j; p/t; v/z: b/d…) ou fazer possíveis inversões: ai/ia; per/pré; fla/fal; cubido/bicudo… ou ainda fazer omissões: livo/livro; batata/bata…).

sábado

O que é um cromossoma?

O cromossoma é o elemento essencial de cada indivíduo, que define a sua identidade, conferindo-lhe um conjunto de características, que são transmitidas de geração em geração. Localiza-se no núcleo das células (as unidades dos tecidos vivos). É constituído por uma longa sequência de ADN e portador de um grande número de genes. Os genes determinam, por exemplo, a cor da pele, a cor dos olhos, a cor do cabelo… Cada gene tem uma função hereditária própria em cada indivíduo humano. Em cada espécie, animal ou vegetal, o número de cromossomas é constante. Assim, a espécie humana tem 46 cromossomas, organizados em 23 pares, herdados dos progenitores. Os 46 cromossomas humanos são numerados conforme o seu tamanho e formato, tendo os maiores, um número mais baixo. Ou seja, o par de cromossomas maiores é o número 1 e assim sucessivamente. O 23º par, corresponde aos chamados cromossomas sexuais. No homem, este par de cromossomas é XY, na mulher XX. Este conjunto de 23 pares de cromossomas define a identidade, é ela que se preserva dentro de cada corpo e de geração em geração.

In: UFM