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sexta-feira

Bulliyng: um olhar contra a indiferença


Gozar, chamar nomes, ameaçar, empurrar, humilhar, excluir de brincadeiras e jogos são actos de todos os dias, que acontecem desde sempre, desde que há crianças. E a estas ocorrências de forma sistemática, repetitiva, chama-se "bullying". Algo que muitas vezes é considerado pelos adultos como saudável e uma boa forma de aprender a viver e a defender-se e que pode deixar marcas para toda a vida.

O bullying pode marcar a personalidade de uma pessoa para sempre ao torná-la débil na capacidade de comunicação, ao torná-la incapaz de se afirmar em termos sociais, profissionais e amorosos.
As vítimas de "bullying" tornam-se muitas vezes pessoas tão frágeis que chegam mesmo a tentar o suicídio, como o recente caso, que abanou as nossas consciências, do suicidio da criança de apenas 12 anos, de Mirandela.

Ser recém-chegado a uma escola e ter ali poucos amigos íntimos é uma das características de muitas das vítimas. Ser tímido, viver num meio familiar superprotector, pertencer a um grupo racial ou étnico diferente da maioria, possuir uma diferença óbvia (como ser muito gordo ou muito magro, coxear, gaguejar), ter necessidades educativas especiais ou deficiência ou pelo simples facto de comportar-se de forma considerada imprópria, ser maçador ou intrometido são factores que fazem de um jovem uma potencial vítima.

Os efeitos do "bullying" são vários. Baixa auto-estima, medo, pesadelos, rejeição da escola, insegurança, ansiedade, dificuldade de relacionamento interpessoal, dificuldade de concentração, diminuição do rendimento escolar, dores de cabeça ou de estômago, mudanças repentinas de humor, vómitos, urinar na cama, falta de apetite, choro, insónia, aumento de pedido de dinheiro e até roubos em casa e surgimento de objectos estragados ou desaparecidos sem que seja dada uma explicação para tal.

Frequentemente, jovens vítimas deste fenómeno esbarram na incompreensão de pais ou professores.
Muitas vezes, basta um olhar para dizer NÃO à indiferença e mudar o percurso dessas vidas.

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