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A audição do feto

Os bebés começam a ouvir os sons externos a partir da 16ª semana. A partir da 20ª semana já começa a reagir aos sons, e na 25ª já é capaz de reconhecer as diferenças entre eles.

Até à 20ª semana de gestação a extremidade medial do meato acústico externo está fechada por uma massa de células epiteliais. Nessa semana há a maturação da orelha interna. O plug meatal desfaz-se, expondo a membrana timpânica ao líquido amniótico.
A 21ª semana gestacional marca o início da aventura sonora do bebé.
O aparato neurofisiológico necessário para que ocorra o fenómeno da excitação nervosa por intermédio das vibrações sonoras está suficientemente estruturado. É a partir daí que, gradativamente, ele começa a ouvir. Estabelece-se, então, o início da experiência no universo sonoro intra-uterino.
Há que referir que antes dessa 21ª semana, nós, enquanto fetos, não somos insensíveis aos sons. Alguns cientistas consideram a pele como uma extensão do ouvido durante a gestação. As vibrações sonoras excitariam o tacto, que é anterior à audição. O corpo da mãe que gera esse bebé é extremamente rico em estímulos sonoros.
Quais são as principais fontes desses sons?
- O músculo cardíaco produz a pulsação rítmica, principalmente por uma artéria que passa por detrás do útero, e sons da circulação sanguínea periférica ao útero.
- Os órgãos ocos (estômago e intestinos principalmente) produzem inúmeros sons, alguns audíveis até aqui fora do corpo.
- Os movimentos peristálticos e os sons da digestão. * As articulações do esqueleto.
Imagine esse universo-sonoro...

Importante também é informar que o feto não escuta estes sons do corpo da mãe, ininterruptamente. A natureza não permitiria. O bebé em gestação tem um ciclo de sono e vigília característico: dorme, em média, de 18 a 20 horas por dia, em períodos indefinidos. Está em vigília, isto é, descobrindo as sensações que lhe são possíveis, apenas no tempo que lhe resta.
É dormindo que a criança cresce.

De todos os sons a que o feto está exposto, inclusive os sons externos em alta intensidade, o que se destaca pelas suas características acústicas particulares é o som da VOZ HUMANA.
Quando a gestante fala, o som da sua voz sobressai de todo o ruído de fundo que chega ao feto. A voz que se aproxima do ventre materno, principalmente nas últimas semanas de gestação, também tem grande abrangência e alcance.
Com isto deduz-se que o feto humano ouve com especial destaque a voz da mãe e dos próximos a ela desde, praticamente, a metade da gestação.

Outra consideração é a que o bebé em gestação ouve a voz da mãe nas suas características particulares de ritmo, entoação, variação de frequências e timbre, mas não é possível distinguir a articulação das palavras.
Para que se ouça a palavra articulada é necessário que haja ar entre o emissor e o receptor, o que não acontece com o feto.
Então, ele ouve a voz mas não as palavras. Contudo, delicia-se com o timbre da voz da mãe e das suas características particulares que a diferenciam de qualquer outra pessoa. A nossa voz é como uma impressão digital sonora de nós mesmos. Só nós a temos.

Durante o tempo de gestação após a 21ª semana, o feto estará a experimentar paulatinamente o ambiente sonoro no qual viverá depois do nascimento. Pode-se afirmar que o som é o cartão de visitas da vida.
É pelo som da voz da mãe e dos próximos a ela que temos o primeiro contacto com o ambiente em que nasceremos. A memória começa a estabelecer-se a partir desta data.

Fonte: Abc do bebé

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