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Deficiência intelectual


Forrest Gump - O Contador de Histórias (1994) - Forrest Gump (protagonizado por Tom Hanks) é um jovem problemático, de QI bem inferior ao resto da população. Por conta do acaso, ele participa dos factos mais importantes da história dos Estados Unidos num período de 40 anos.
Definição de inteligência: “capacidade para aprender, capacidade para pensar abstractamente, capacidade de adaptação a novas situações” e “conjunto de processos como memória, categorização, aprendizagem e solução de problemas, capacidade linguística ou de comunicação, conhecimento social…”(Sainz e Mayor).

Deficiência intelectual: é a designação que caracteriza os problemas que ocorrem no cérebro e levam a um baixo rendimento, mas que não afectam outras regiões ou áreas cerebrais.

Quem pode ser considerado deficiente intelectual?
“Todas as pessoas que tenham um QI abaixo de 70 e cujos sintomas tenham aparecido antes dos dezoito anos considera-se que têm deficiência mental" (Paula Romana).
Segundo a vertente pedagógica, o deficiente intelectual será o indivíduo que tem uma maior ou menor dificuldade em seguir o processo regular de aprendizagem e que, por isso, tem NEE, ou seja, necessita de apoios e adaptações curriculares que lhe permitam seguir o processo regular de ensino.

Graus de deficiência intelectual
Embora existam diferentes correntes para determinar o grau de deficiência intelectual, são as técnicas psicométricas que mais se impõem, utilizando o QI para a classificação desse grau. O conceito de QI foi introduzido por Stern e é o resultado da multiplicação por 100 do quociente obtido pela divisão da IM (idade mental) pela IC (idade cronológica).
Segundo a OMS, a deficiência divide-se:

Profunda:
  • Grandes problemas sensorio-motores e de comunicação, bem como de comunicação com o meio;
  • São dependentes dos outros em quase todas as funções e actividades, pois os seus handicaps físicos e intelectuais são gravíssimos;
  • Excepcionalmente terão autonomia para se deslocar e responder a treinos simples de auto-ajuda.
Grave/severa:
  • Necessitam de protecção e ajuda, pois o seu nível de autonomia é muito pobre;• Apresentam muitos problemas psicomotores;
  • A sua linguagem verbal é muito deficitária – comunicação primária;
  • Podem ser treinados em algumas actividades de vida diária básicas e em aprendizagens pré-tecnológicas simples;
Moderado/média:
  • São capazes de adquirir hábitos de autonomia pessoal e social;
  • Podem aprender a comunicar pela linguagem oral, mas apresentam dificuldades na expressão e compreensão oral;
  • Apresentam um desenvolvimento motor aceitável e têm possibilidade para adquirir alguns conhecimentos pré-tecnológicos básicos que lhes permitam realizar algum trabalho;
  • Dificilmente chegam a dominar as técnicas de leitura, escrita e cálculo;
Leve/ligeira:
  • São educáveis;
  • Podem chegar a realizar tarefas mais complexas;
  • A sua aprendizagem é mais lenta, mas podem permanecer em classes comuns embora precisem de um acompanhamento especial;
  • Podem desenvolver aprendizagens sociais e de comunicação e têm capacidade para se adaptar e integrar no mundo laboral;
  • Apresentam atraso mínimo nas áreas perceptivas e motoras;
  • Geralmente não apresentam problemas de adaptação ao ambiente familiar e social.
Etiologia/Causas e factores de risco
Factores Genéticos - a origem da deficiência está já determinada pelos genes ou herança genética. Existem dois tipos de causas genéticas:
  • Geneopatias – alterações genéticas que produzem metabolopatias ou alterações de metabolismo;
  • Cromossomopatias – que são síndromes devidos a anomalias ou alterações nos cromossomas.
Factores Extrínsecos - são factores pré-natais, isto é, que actuam antes do nascimento do ser. Podemos, então, constatar os seguintes problemas:
  • Desnutrição materna;
  • Má assistência à gestante;
  • Doenças infecciosas;
  • Intoxicações;
  • Perturbações psiquícas;
  • Infecções;
  • Fetopatias; (actuam a partir do 3º mês de gestação)
  • Embriopatias (actuam durante os 3 primeiros meses de gestação), etc.
Factores perinatais e neonatais - são aqueles que actuam durante o nascimento ou no recém-nascido. Neste caso, podemos constatar os seguintes problemas:
  • Metabolopatias;
  • Infecções;
  • Incompatibilidade RH entre mãe e recém nascido;
  • Má assistência e traumas de parto;
  • Hipóxia ou anóxia;
  • Prematuridade e baixo peso;
  • Icterícia grave do recém nascido (incompatibilidade RH/ABO).
Factores pós-natais - são factores que actuam após o parto. Observamos, assim, os seguintes problemas:
  • Desnutrição, desidratação grave, carência de estimulação global;
  • Infecções;
  • Convulsões;
  • Anoxia (paragem cardíaca, asfixia…);
  • Intoxicações exógenas (envenenamento);
  • Acidentes;
  • Infestações.
Intervenção Pedagógica - no desenvolvimento de um indivíduo deficiente mental, deparamo-nos com várias dificuldades, sendo elas:
  • Psicomotoras;
  • Sensoriais;
  • Nas relações sociais;
  • De autonomia;
  • De linguagem.
A educação precoce deverá fomentar todos os aspectos do desenvolvimento, como:
  • Motricidade;
  • Percepção;
  • Linguagem;
  • Socialização;
  • Afectividade.
A educação pré-escolar - antes da integração da pessoa deficiente mental na escola, é necessário ter em conta os seguintes parâmetros:
  • Actuação pedagógica orientada:
  • Estimulação e motivação para a aprendizagem e para actividades relacionais;
  • Educação sensoriomotora e psicomotora;
  • Treino de autonomia e hábitos de higiene;
  • Educação rítmica;
  • Iniciação à comunicação social;
  • Educação verbal elementar.
A educação na escola - a educação no período escolar deve investir no desenvolvimento de todas as potencialidades da criança deficiente, com o objectivo de a preparar para enfrentar sozinha o mundo em que tem de viver. Neste sentido, devem ser favorecidas todas as actividades que a ajudem a adquirir as capacidades necessárias para se desenvolver como ser humano:
  • Sociabilização;
  • Independência;
  • Destreza;
  • Domínio do corpo;
  • Capacidade perceptiva;
  • Capacidade de representação mental;
  • Linguagem;
  • Afectividade.
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