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Doença celíaca


A doença celíaca é caracterizada por uma intolerância ao glúten, uma proteína encontrada no trigo, aveia, cevada, centeios e seus derivados. Ela induz à produção de anticorpos ao glúten, que agem no intestino delgado, atrofiando-o. O resultado é a dificuldade de absorver os nutrientes dos alimentos, vitaminas, sais minerais e água.
Apesar de ainda ser desconhecida, a doença celíaca é reconhecida desde o século XI. Em 1888 um pesquisador inglês, Samuel Gee, descreveu a doença em detalhes e achou que poderia estar relacionada ao consumo das farinhas.

Sintomas
Os principais sintomas são os gastrointestinais, como diarreias, intestino preso, perda de gorduras nas fezes. Mas são comuns ainda a perda de peso, distensão abdominal, inchaço das pernas, anemias e sinais de desnutrição calórica.
Podem ainda ocorrer distensão abdominal por gases, cólicas, náuseas e vómitos, dificuldade de adquirir peso e facilidade para perdê-lo, baixa estatura, fraqueza geral, modificação do humor, dificuldade para um sono reparador, alterações na pele, fraqueza das unhas, queda de pêlos,
anemia por deficiente absorção do ferro e da Vitamina B 12, alterações do ciclo menstrual e diminuição da fertilidade.

O diagnóstico
O diagnóstico pode ser feito através de diversos exames, especialmente a biópsia do intestino delgado, onde um pedaço do intestino é retirado para a análise no microscópio. Mas como os sintomas são muito genéricos e constantemente associados a outras patologias, é comum a doença ser tratada de forma errada, até se chegar ao diagnóstico correcto.
A doença normalmente manifesta-se em crianças até um ano de idade, a partir do momento em que começam a incluir em sua dieta alimentos que levam glúten ou derivados.
Mas, em alguns casos, ela manifesta-se somente na idade adulta, dependendo do grau de intolerância. O atraso no diagnóstico leva a deficiências no desenvolvimento da criança e a diversas complicações.

O tratamento
O tratamento da doença celíaca é relativamente simples. O tratamento principal é uma dieta totalmente isenta de glúten. Uma vez que a alimentação é controlada e a proteína é excluída da dieta, os sintomas desaparecem. Na maioria dos casos, num curto intervalo de tempo. Seguidamente, a mucosa do intestino delgado começa a regenerar-se e o doente tem a sensação de que está curado.
A maior dificuldade é conviver com as restrições impostas pela dieta e com os novos hábitos alimentares. Grande parte do alimentos industrializados possuem glúten na sua composição e têm que ser cortados da alimentação por completo, como pães, massas, alguns doces, entre outros.
Os cuidados vão além. O simples acto de fritar um alimento adequado em óleo usado para fritar outro alimentos pode representar riscos para o doente celíaco. A reacção do organismo depende do grau de intolerância que o doente apresenta à proteína. Para algumas pessoas beber água num copo mal lavado onde alguém bebeu cerveja, já pode provocar a manifestação dos sintomas.

Alguns alimentos que são permitidos:
- Cereais: arroz, milho;
- Frutas: todas, ao natural e em sumos;
- Gorduras: óleos, azeite, margarina, manteiga;
- Lacticínios: leite, queijos, e derivados;
- Hortaliças: folhosos, legumes, tubérculos;
- Leguminosas: feijão, soja, ervilha, grão de bico, lentilha;
- Carnes e ovos: aves, bovinos, suínos, caprinos, miúdos, vísceras e peixes em geral.

A cura
Ainda não se conhece a cura e, mesmo com os bons resultados da dieta, o doente deve ficar atento. Ele terá que segui-la para o resto da vida. Se voltar a ingerir glúten novamente, os sintomas voltam e podem levar até a quadros complicados como a desnutrição e problemas ósseos. É comprovado também que portadores de doença celíaca têm maior tendência a desenvolver cancro de intestino e a ter problemas de fertilidade.
Nutricionista Cristina Lopes

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