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Gripe pandémica

O que é a gripe
A gripe resulta da infecção pelo vírus influenza. É uma doença muito contagiosa e pode ser transmitida de pessoa a pessoa. Como o vírus da gripe sofre constantemente alterações, existem diferentes estirpes, sendo umas mais contagiosas que outras e originando doenças com diferentes graus de gravidade.

Tipos de vírus da gripe
Os principais grupos de vírus da gripe são: influenza A, B e C. Os vírus do tipo A são os mais frequentes e os causadores das epidemias e pandemias. Enquanto que os vírus influenza B e C só infectam humanos, os vírus influenza A também podem infectar pássaros e outros animais, como porcos e cavalos. Esta capacidade única de ultrapassar a barreira das espécies, faz com que o vírus influenza A possa originar pandemias.

Diferenças entre Gripe Sazonal e Gripe Pandémica
Gripe Sazonal (Epidémica)
- Ocorre todos os anos, sobretudo durante os meses de Inverno.
- Geralmente afecta 5-10% da população.
- Pensa-se que, em todo o mundo, o número total de mortes por ano varia entre 500 mil e um milhão.
- É geralmente uma doença pouco grave, que cura em 1-2 semanas sem tratamento médico.
- As mortes por gripe sazonal ocorrem sobretudo em grupos de risco: idosos, crianças muito jovens, pessoas com doenças crónicas (pulmonares, renais, cardíacas cancro, diabetes) e imunodeprimidos (transplantes, SIDA, etc).
- A vacina contra a gripe sazonal é eficaz porque é possível prever as estirpes virais circulantes durante o Inverno. Esta vacina, adaptada anualmente, deve ser administrada sobretudo aos grupos de risco.
- Existem fármacos antivirais que podem ser prescritos nos casos mais graves de gripe sazonal e em casos especiais.

Gripe Pandémica
- Ocorre esporadicamente, em qualquer estação do ano.
- Pode atingir mais de 25 % da população.
- A mortalidade é muito superior à da gripe sazonal – durante a pandemia de 1918 morreram 40-50 milhões de pessoas.
- É uma doença muito mais grave que a gripe sazonal, com maior risco de morte.
- A infecção pode atingir qualquer pessoa, em qualquer idade.
- Na fase inicial de uma pandemia de gripe não existem vacinas eficazes, por se desconhecer a nova estirpe viral. Não é possível prever o novo tipo de vírus, e só existe uma certeza: a estirpe será diferente das que circularam no Inverno anterior.
- A quantidade disponível de fármacos antiviricos pode ser limitada. A prescrição depende da sua eficácia, que só pode ser determinada após a eclosão da pandemia.

Quadro clínico da gripe
- Febre
- Tosse
- Cefaleias (dores de cabeça)
- Astenia (cansaço)
- Fraqueza
- Dores musculares
- Dores articulares
- Faringite (dores de garganta)
- Obstrução nasal (nariz entupido)
- Rinorreia (corrimento nasal)

Os sinais e sintomas da gripe pandémica são semelhantes aos da gripe sazonal (gripe comum). Contudo, na gripe pandémica os sinais e sintomas são mais intensos, a doença é mais grave e a morte ocorre com maior frequência relativa.

Transmissão
Os vírus influenza são facilmente transmitidos de pessoa a pessoa, nomeadamente quando um indivíduo infectado com o vírus espirra, tosse ou fala (por expelir o vírus para o meio ambiente circunjacente). Uma pessoa também se pode infectar quando toca na própria face, depois de tocar numa superfície contaminada ou numa pessoa infectada.

Tratamento
O novo vírus da gripe é sensível aos antivirais oseltamivir e zanamivir. Estão a ser usados os medicamentos Tamiflu e Relenza. As substâncias impedem a sua replicação no organismo, tornando mais curto o período de duração da doença, diminuindo a severidade dos sintomas e estancando o contágio. É forçoso que sejam tomadas nas primeiras 24 a 48 horas após o aparecimentos dos sintomas iniciais.

Pandemias de Gripe no Século XX
- Gripe Espanhola - 1918-1919: estirpe A(H1N1); mortalidade - 20-40 milhões.
- Gripe Asiática - 1957-1958: estirpe A(H2N2); mortalidade - 1 milhão.
- Gripe de Hong Kong - 1968-1969: estirpe A(H3N2); mortalidade - 1-4 milhões.

Estimação do impacto da próxima pandemia
A estimação do impacte de eventuais pandemias que possam ocorrer alicerça-se sobretudo em extrapolações efectuadas a partir de pandemias já ocorridas. Contudo, deve-se referir que alguns aspectos dessas pandemias passadas são ainda duvidosos, como o número real de mortes que ocorreram. Outra consideração importante está relacionada com o facto da situação global actual ser muito diferente da situação que existia na primeira metade do século passado, havendo incontáveis melhorias como, por exemplo, o estado de nutrição das populações, os cuidados de saúde prestados e as possibilidades de intervenção. Assim, todas as estimações actuais relativas ao impacte de pandemias futuras podem ser muito diferentes do que vier de facto a ocorrer.

A pandemia não deve ser acompanhada por pandemias mediáticas, pandemias de pânico ou pandemómio, que além de disfuncionais condicionarão uma resposta adequada ao acontecimento.
A prevenção ou minimização da pandemia é da responsabilidade dos orgãos de saúde e governamentais mas também da sociedade civil, em geral, adoptando comportamentos adequados, assumindo o seu dever de cidadania.
Saiba mais sobre a Gripe A H1N1

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