Acerca de mim

A minha foto
Coimbra, Portugal

sexta-feira

O ciclo de vida nas famílias de pessoas com deficiência

Periodos críticos do ciclo família
O ciclo do sistema família pode resumir-se, grosso modo, a:

  • Nascimento dos filhos;
  • Entrada para a escola;
  • Adolescência;
  • Saída dos filhos de casa.

Esses quatro períodos críticos exigem adaptações que são, particularmente, postas à prova com a chegada de crianças com deficiência.

Reacções
A reacção dos pais face ao nascimento de uma criança diferente é variável, de acordo com diferentes factores, mas passa por sentimentos como:

  • Negação - “isto não pode estar a acontecer-me!” (procura de outros diagnósticos).
  • Zanga - agressões à criança, profissionais ou outros familiares.
  • Medo - do futuro incerto.
  • Culpabilização - pelo que pode ter causado a deficiência.
  • Confusão - falta de conhecimento claro da situação / incapacidade para tomar decisões.
  • Impotência - para mudar os acontecimentos.
  • Desapontamento - a imperfeição ameaça sua auto-estima.
  • Rejeição - à criança.

Momentos de crise

Nascimento dos filhos
  • Aquando do diagnóstico
  • Como informar familiares e amigos do que se passa
  • Nos eventuais atrasos na aquisição da marcha e/ou da fala
  • Localizar serviços de apoio
A família tem de reajustar as expectativas, aprender a identificar-se com o filho e identificar aspectos positivos na criança.

Entrada na escola
  • Evidência de crianças mais novas superiores a vários níveis
  • Enfrentar problemas de saúde e de comportamento
  • Adaptar-se a programas de desenvolvimento a realizar pelos pais
  • Adequar-se a sucessivas deslocações à escola e encontros com os técnicos
  • Reconhecer alterações do plano escolar
  • Proceder a encaminhamento para instituições especializadas, quando a situação o exija
Deverá manter-se uma colaboração próxima entre técnicos e partilhar decisões, ao mesmo tempo que se reajustam novamente as expectativas.

Adolescência
  • Aceitação do crescimento
  • Enfrentar a sexualidade do deficiente
  • Lidar com o potencial isolamento ou rejeição do filho pelos pares
  • Aperceber-se da longa dependência do filho
  • Preocupar-se de quem cuidará do filho deficiente
Deverá ser definido os limites da autonomia do jovem e promover a sua preparação e integração profissional.

Sem comentários:

Enviar um comentário