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terça-feira

O feto e os efeitos nocivos das drogas

O consumo de tabaco, álcool, e drogas, utilizadas para fins terapêuticos ou não, pode estar relacionado directamente com problemas do desenvolvimento ou da estrutura dos órgãos do feto. A placenta tem, entre outras funções, tem de filtrar substâncias presentes no sangue da mãe, que poderiam ser prejudiciais; mas, não filtra tudo; é permeável tanto a substâncias necessárias para o feto como a certas substâncias nocivas para o feto.

Tabaco
O tabaco é a droga mais consumida na gravidez, podendo produzir problemas graves, tanto no feto como na grávida. O tabaco é composto por mais de 4500 compostos, muitos deles tóxicos, nomeadamente: nicotina, monóxido de carbono, chumbo, cianeto e cobalto.
A nível fetal, a nicotina, que é um dos seus componentes, reduz a passagem de sangue da placenta para o feto, reduzindo a quantidade de oxigénio e nutrientes que passam para o feto e levando ao aparecimento de baixo peso.

Fumar durante a gravidez
Outros problemas são imputados ao tabaco: aborto espontâneo, gravidez ectópica, parto pré-termo, descolamento da placenta e aumento das complicações antes e após o parto. Das grávidas que fumam durante a gravidez, nomeadamente durante o terceiro trimestre, resultam partos de crianças que virão a ter Coeficientes de Inteligência (QIs), até 6,2 pontos, abaixo das nascidas de mães não fumadoras.

Fumar durante a amamentação
As fumadoras têm diminuição da produção de leite, devido à diminuição da produção da hormona da amamentação (prolactina) e os recém-nascidos têm maior probabilidade de apresentarem cólicas e irritabilidade.

Problemas a longo prazo do tabaco para a criança
Para além dos problemas graves para a saúde da mãe (aterosclerose, hipertensão arterial, cancro do pulmão, ...), o tabaco produz também consequências graves e tardias na criança, como por exemplo: risco de doenças respiratórias, alergias, distúrbios do sono e risco de dependência de tabaco no futuro.

Álcool
44- 89% das mulheres ingerem bebidas alcoólicas durante a gravidez; 5-10% têm hábitos pesados. A ingestão de bebidas alcoólicas pode trazer graves problemas para o desenvolvimento do feto. Dentro destes o mais grave é a Síndrome Fetal Alcoólica, que pode levar a alterações mentais e físicas graves.

O que é que provoca a Síndrome Fetal Alcoólica?

  • Baixo peso ao nascer
  • Cabeça pequena (microcefalia)
  • Anomalias faciais, cardíacas e de outros órgãos

O álcool na gravidez pode, ainda, estar associado a aumento de risco de aborto espontâneo e morte fetal.

Heroína

Não produz malformações no feto, mas produz complicações que estão directa ou indirectamente relacionadas com o seu consumo, nomeadamente:

  • Atraso de crescimento intra-uterino
  • Parto pré-termo
  • Morte fetal
  • Síndrome de abstinência do recém-nascido
  • Transmissão de hepatite B, hepatite C e HIV (complicações associadas com a utilização de seringas e agulhas não esterilizadas)

Cocaína

Devido aos seus efeitos vasoconstritores pode provocar vasoconstrição dos vasos uterinos, perturbar o fornecimento de oxigénio e nutrientes para o feto. O seu consumo está associado: a aborto espontâneo, descolamento da placenta, placenta baixa, parto prematuro, baixo peso ao nascer e malformações fetais (genito-urinárias, cardíacas e cerebrais). Na grávida os efeitos são catastróficos, podem ir desde a hipertensão arterial, a arritmias, enfartes, até à morte.

Cannabis - Marijuana

É a droga ilícita mais utilizada na gravidez, não produz malformações, mas provoca alterações no crescimento, devido aos seus efeitos vasoconstritores. É também causa de dificuldades da aprendizagem e problemas de comportamento nas crianças. Está frequentemente associada ao consumo de tabaco e álcool, podendo potenciar os efeitos nocivos destes na gravidez.

Anfetaminas

São produtos usados como estimulantes do sistema nervoso e como redutores do apetite. No feto parecem estar associados a aumento de risco de fenda labial, anomalias cardíacas e dos membros.

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