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quarta-feira

Tumor cerebral primário em crianças

Nomes alternativos:
Astrocitoma; ependimoma; glioblastoma multiforme; glioma; meduloblastoma; meningioma; neuroglioma; oligodendroglioma.

Definição:
Tumor cerebral é uma massa formada pelo crescimento de células anormais ou pela proliferação descontrolada de células no cérebro.

Causas, incidência e factores de risco:
Tumor cerebral primário é qualquer tumor que se desenvolve no cérebro. Os tumores podem estar restritos a uma pequena área, ser invasivos (que se propagam a áreas próximas), benignos (não-cancerígenos) ou malignos (cancerígenos).
Os tumores podem destruir directamente as células cerebrais e podem também afectar indirectamente as células, em decorrência da inflamação, compressão em decorrência do crescimento do tumor, edema cerebral (inchaço do cérebro) e aumento da pressão intracraniana (pressão dentro do crânio).

A classificação dos tumores cerebrais depende de sua exacta localização, do tipo de tecido envolvido, da tendência benigna ou maligna do tumor e de outros factores. Os tumores do sistema nervoso, em crianças, são classificados como infratentoriais (localizados abaixo do tentório do cerebelo), ou seja, estão no terço posterior do cérebro ou, então, como supratentoriais, significando que estão localizados nos dois terços anteriores do cérebro.

Os tumores do sistema nervoso central (SNC) respondem por 20% de todos os cancros infantis.
Estão em segundo lugar em incidência, só sendo superados pelas leucemias.
Dois terços dos tumores cerebrais infantis são infratentoriais e a idade-pico é de 5 a 9 anos. A incidência anual em crianças com menos de 15 anos é de 2,4 em 100.000, ocorrendo mais de 1.200 novos casos a cada ano.

A causa do tumor cerebral primário é desconhecida. Alguns tumores (retinoblastoma, por ex.), tendem a ser hereditários, sendo outros tumores (craniofaringioma) congénitos. Os tumores podem ocorrer em qualquer idade, mas muitos desenvolvem-se com mais frequência numa determinada faixa etária.

Os tumores cerebrais mais comuns na infância são: astrocitoma, meduloblastoma, ependimoma e glioma do tronco cerebral. Os gliomas representam 75% dos tumores cerebrais em crianças e somente 45% em adultos. Com excepção dos retinoblastomas, a maior parte dos tumores é rara no primeiro ano de vida.

Sintomas específicos, tratamento e prognóstico (resultado provável) variam de acordo com a localização e o tipo de tumor, a idade e o estado de saúde geral do doente.

Informações específicas sobre os tipos de tumor
Astrocitoma cerebelar:
- Representa de 10 a 30% dos tumores cerebrais pediátricos (idade-pico de 5 a 8 anos),
geralmente benigno, cístico e de crescimento lento.
- Sinais apresentados: normalmente, inércia em uma das mãos, alterações na marcha (puxando para um lado), dor de cabeça e vómitos.
- O índice de cura varia de 38 a 94%, de acordo com o tipo de tumor.
Uma terapia única ou combinada inclui cirurgia, radioterapia e quimioterapia.

Meduloblastoma:
- Tumor cerebral pediátrico mais comum (de 20 a 25% dos tumores da fossa posterior),
mais frequente em meninos do que em meninas e mais em crianças pequenas do que nas com mais idade e em adultos; a idade-pico é de 3 a 5 anos.
- Presença de sinais como dor de cabeça, vómitos, ataxia e letargia.
- Pode propagar-se (metastatizar) pela medula espinal.
- A extirpação cirúrgica por si só não é curativa; frequentemente, usa-se a radioterapia e/ou quimioterapia.
- Cerca de 30 a 50% das crianças ficam livres da doença em 10 anos.
- Os casos de recaída ocorrem nos cinco primeiros anos de terapia.
- Crianças menores de quatro anos obtêm resultados inferiores devido à alta incidência de doença metastática na ocasião do diagnóstico nos grupos dessa faixa etária; isso também se deve às doses menores de radiação usadas para reduzir os efeitos anteriores da terapia.

Ependimoma:
- Representa de 8 a 10% dos tumores pediátricos (o terceiro mais comum).
- As taxas de crescimento do tumor variam.
- Os tumores localizam-se nos ventrículos do cérebro e obstruem o fluxo do líquido cerebroespinhal (LCR).
- Presença de sinais como dor de cabeça , vómitos e ataxia.
- Uma terapia única ou combinada compreende cirurgia, radioterapia e quimioterapia.
- A sobrevivência na infância, em geral, é de menos de 30%. Os tumores de baixo grau têm uma taxa de sobrevida de 80%, sendo que os tumores de alto grau são fatais.

Glioma do tronco do encéfalo:
- Tumores da ponte e da medula.
- Ocorre quase exclusivamente em crianças.
- Representa 10 a 15% dos tumores cerebrais primários em crianças, sendo a idade média 6 anos.
- Pode crescer até alcançar um tamanho bastante grande, antes de apresentar sintomas.
- Presença de sinais como: visão dupla, debilidade facial, dificuldade para caminhar, vómitos.
- A extirpação cirúrgica é frequentemente dificultada pela localização do tumor.
- A radioterapia e a quimioterapia são usadas para diminuir o tamanho do tumor e prolongar a vida.
- Em geral, a taxa de sobrevida de 5 anos é de 20 a 30%.

Craniofaringioma:
- O tumor está localizado próximo ao pedúnculo hipofisário.
- É frequentemente benigno porém, a sua proximidade a estruturas vitais dificulta a extirpação cirúrgica.
- É raro, representando menos de 5% dos tumores cerebrais em crianças; a idade média é de 7-12 anos.
- Presença de sinais como alterações visuais, dor de cabeça, ganho de peso, alterações endócrinas.
- O tratamento é feito com terapia combinada, geralmente cirurgia e radioterapia; porém, há controvérsia sobre a melhor terapia.
- As taxas de sobrevivência e de cura são favoráveis, embora possam persistir a disfunção endócrina e os efeitos da radiação sobre a cognição (capacidade de pensar).

Fonte: Adam.com

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