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Coimbra, Portugal

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Estratégias para a inclusão de alunos com deficiência física

Deficiência física

  1. Se o aluno está em cadeira de rodas, não precisa segurá-la a menos que o próprio aluno o solicite, pois isto pode ser constrangedor e desconfortável porque a cadeira de rodas é uma extensão do seu corpo, faz parte do seu espaço corporal.
  2. Sempre que conversar com o aluno que esteja em cadeira de rodas procure sentar-se. É muito desconfortável para qualquer pessoa ficar a olhar para cima enquanto conversa com alguém.
  3. Converse com o seu aluno naturalmente, fazendo uso de termos como "pular", "correr", "andar", "dançar" etc. Pessoas em cadeira de rodas também fazem uso destes termos e devem ser incentivadas a usá-los sem nenhum problema.
  4. Preste atenção aos obstáculos físicos que impedem o aluno de se locomover livremente, removendo-os. Quando não for possível a remoção imediata, ajude-o a ultrapassá-los sem exageros nem alarde.
  5. Se pretende fazer algum passeio ou visita a algum lugar com os seus alunos, verifique antecipadamente as condições de acesso, para que o aluno não tenha nenhuma dificuldade.
  6. Nunca se coloque atrás da cadeira de rodas. Não imagina como é incómodo para a pessoa esforçar-se o tempo todo para virar a cabeça para falar com quem se encontra atrás da cadeira.
  7. Pergunte sempre ao aluno se precisa de ajuda e como pode fazer para ajudá-lo.
  8. Se o aluno faz uso de canadianas ou bengalas, procure acompanhar os seus passos.
  9. Nunca se apoie na cadeira de rodas do aluno. Evite fazer isso porque pode incomodá-lo. Lembre-se que a cadeira de rodas é uma extensão do corpo da pessoa.
  10. A escola deve oferecer ao aluno actividades onde ele possa adquirir hábitos da vida diária, de modo a assegurar medidas de higiene relacionadas à saúde e às actividades futuras.
  11. Adoptar SAAC adaptados às possibilidades do aluno impedido de falar: sistemas de símbolos (baseados em elementos representativos, em desenhos lineares, sistemas que combinam símbolos pictográficos, ideográficos e arbitrários, baseados na ortografia tradicional, linguagem codificada).
  12. Fazer adaptação dos elementos materiais: edifício escolar (rampa deslizante, elevador, banheiro, pátio e recreio, barras de apoio, alargamento de portas, etc.); mobiliário (cadeiras, mesas e carteiras); materiais de apoio pedagógico (tesoura, ponteiras, computadores que funcionem por contacto, por pressão ou outros tipos de adaptação etc.).
  13. Facilitar o deslocamento de alunos em cadeira de rodas ou outros equipamentos, pela remoção de barreiras electrónicas.
  14. Utilização de pranchas ou presilhas para não deslizar o papel, suporte para lápis, presilha de braço, cobertura de teclado, etc.
  15. Usar textos escritos complementados com elementos de outras linguagens e sistemas de comunicação.

Preste atenção!

  • Minimizar as dificuldades de comunicação do aluno com deficiência física facilitará o relacionamento com os demais alunos, professores e restante comunidade escolar.
  • Dores e incómodos não são motivos para restringir todas as actividades mas um alerta para adequá-las, garantindo possibilidades de expressão e alívio das frustrações.
  • O aluno tem de ser posicionado de maneira correcta, objectivando reduzir ao mínimo a fadiga, incómodos, e prevenir o desenvolvimento de alterações posturais.
  • O não controlo urinário não deve ser motivo de impedimento para que o aluno frequente a classe regular. Analisar o problema com o aluno, buscando soluções, constitui o meio mais eficaz de resolvê-lo.

Paralisia cerebral

  1. Para contornar as restrições da coordenação motora, use canetas e lápis mais grossos - uma espuma em volta deles presa com um elástico costuma resolver.
  2. Utilize folhas avulsas, mais fáceis de manusear que cadernos.
  3. Escreva letras grandes e peça que o aluno se sente na frente. É importante que a cadeira esteja inclinada.
  4. Se ele não consegue falar e não utiliza uma prancha própria de comunicação alternativa, providencie uma com desenhos ou fotos por meio dos quais estabelece a comunicação. Pode ser feita com papel de cartão ou cartolina, onde são coladas figuras pequenas, do mesmo material, e foto que representem pessoas e coisas significativas, como pais, colegas da turma, a equipa de futebol, o abecedário e palavras-chave como "sim" e "não", "entrar e "sair" etc. Para informar o que ele quer ou sente, o aluno aponta para as imagens e comunica.

Multideficiência

  1. Criar ambientes de aula que favoreçam a aprendizagem como atelier, cantinhos e oficinas.
  2. Mostras os objectos da aula, entregá-los, brincar com eles, estimulando os alunos a utilizá-los.
  3. Dar apoio ao launo para que perceba os objectos, demonstrem interesse e tenham acesso a eles.

2 comentários:

  1. Dulce,sou professor pos graduado aqui no Brasil em "deficiência visual" e trabalho com alunos cegos.Gostei muito do seu artigo. Parabéns pelo conteúdo muito rico.

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  2. Parabéns pelas informações. Sou professora do AEE, e gostei muito,
    Ana cleude-Santarém PA

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