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WISC - Escala de Inteligência de Wechsler para Crianças


Os testes de inteligência surgiram na China, no século V, e começaram a ser usados cientificamente na França, no século XX.

Em 1905, Alfred Binet e o seu colega Theodore Simon criaram a Escala de Binet-Simon, usada para identificar estudantes que pudessem precisar de ajuda extra na sua aprendizagem escolar. Os autores da escala assumiram que os baixos resultados nos testes indicavam uma necessidade para uma maior intervenção dos professores no ensino destes alunos e não necessariamente que estes tivessem inabilidade de aprendizagem (ver comentários sobre isso em "Observações"). Esta opinião ainda é defendida por alguns autores modernos que não são da área psicométrica.

Em 1912, Wilhelm Stern propôs o termo “QI” (quociente de inteligência) para representar o nível mental, e introduziu os termos "idade mental" e "idade cronológica". Stern propôs que o QI fosse determinado pela divisão da idade mental pela idade cronológica. Assim uma criança com idade cronológica de 10 anos e nível mental de 8 anos teria QI 0,8, porque 8 / 10 = 0,8.

Em 1916, Lewis Madison Terman propôs multiplicar o QI por 100, a fim de eliminar a parte decimal: QI = 100 x IM / IC, em que IM = idade mental e IC = idade cronológica. Com esta fórmula, a criança do exemplo acima teria QI 80.
A classificação proposta por Lewis Terman era a seguinte:
QI acima de 140: Genialidade
121 - 140: Inteligência muito acima da média
110 - 120: Inteligência acima da média
90 - 109: Inteligência normal (ou média)
80 - 89: Embotamento
70 - 79: Limítrofe
50 - 69: Cretino

Sendo assim a fórmula exacta do QI :

Em 1939, David Wechsler criou a primeiro teste de QI desenvolvido explicitamente para adultos, tendo abandonado o sistema da divisão da "idade mental" pela cronológica (metódo que não faria grande sentido para adultos). Em vez disso, os testes passaram a ser calibrados de forma a que o resultado médio fosse 100, com um desvio-padrão de 15.

Em 2005, o teste de QI mais usado no mundo foi o Raven Standard Progressive Matrices. O teste individual mais usado é o WAIS-III. O teste de Q.I. individual mais administrado em pessoas de 6 a 16 anos é o WISC-III (Escala de Inteligência Wechler para Crianças), originalmente desenvolvido em 1949, revisado em 1974 (WISC-R), 1991 (WISC-III) e 2003 (WISC-IV). Tanto o WAIS quanto o WISC foram criados por David Wechsler. A última versão do WAIS consiste em 14 subtestes destinados a avaliar diferentes faculdades cognitivas. O WISC é constituído por 13 subtestes. Os subtestes são subjectivamente estractificados em dois grupos: escala VERBAL e escala de EXECUÇÃO (também chamada escala performática), contudo os estudos objectivos, baseados em Análise Factorial, não oferecem respaldo à classificação subjectiva em vigor.

A classificação, originalmente proposta por Davis Wechsler era a seguinte:
QI acima de 127: Sobredotação
121 - 127: Inteligência superior
111 - 120: Inteligência acima da média
91 - 110: Inteligência média
81 - 90: Embotamento ligeiro
66 - 80: Limítrofe
51 - 65: Debilidade ligeira
36 - 50: Debilidade moderada
20 - 35: Debilidade severa
QI abaixo de 20: Debilidade profunda

Outro teste de Q.I. comumente utilizado em crianças é a Escala de Bailey de Desenvolvimento Infantil.

As pontuações no teste de QI distribuem-se aproximadamente como uma distribuição normal, também conhecida como Gaussiana e popularmente conhecida como curva do sino. A Gaussiana é a mais simples e mais conhecida, embora não seja a mais apropriada para representação destas distribuições. Na maioria das vezes, é mais adequado usar uma Weibull ou uma Gumbel, que se mostram mais aderentes aos dados empíricos.

Acredita-se que pessoas com um Q.I. elevado têm menores índices de morbilidade e mortalidade, quando adultas. Também apresentam menos risco de sofrerem de desordens relacionadas ao stress pós-traumático, depressão acentuada e esquizofrenia. Por outro lado, aumenta o risco de padecimento de transtorno obsessivo-compulsivo. Existe uma grande possibilidade dessa correlação existir pelo facto de que pessoas com um Q.I. mais alto tem, em média, indicadores socioeconómicos maiores, possibilitando um acesso melhor à saúde e informação.

Descrição Técnica da Escala de Inteligência para Crianças de David Wechsler - WISC-III:

Embora mantenha a mesma estrutura que a WISC e a WISC-R, a WISC-III apresenta várias novidades, designadamente ao nível dos materiais (p.e. estímulos visuais impressos a cores), dos conteúdos (p.e. substituição de itens que se mostraram desactualizados), dos procedimentos de administração e da análise dos resultados. A WISC-III inclui doze subtestes da WISC-R, bem como um novo subteste: Pesquisa de Símbolos. O desempenho das crianças e adolescentes pode ser analisado em termos de subtestes e de três resultados compósitos: QI Verbal, QI de Realização e QI da Escala Completa. As várias análises factoriais, realizadas com base nos dados da amostra de aferição da WISC-III, corroboraram ainda a presença de três factores. Assim, o utilizador poderá igualmente recorrer ao cálculo dos seguintes Índices Factoriais: Compreensão Verbal, Organização Perceptiva e Velocidade de Processamento. Constam ainda do Manual técnico estudos comparativos entre a WISC-III outras medidas da inteligência (p.e. WISC, WPPSI-R e Matrizes Progressivas Coloridas de Raven) e o nível das aquisições escolares, assim como estudos com populações especiais (p.e. deficiência mental, dificuldades de aprendizagem e inteligência superior).

O jogo completo completo inclui: manual técnico, folhas de registo, caderno de estímulos, caixa com cartões para o subteste disposição de gravuras, cartão branco para o subteste aritmética, cartões com problemas aritméticos, caixa com cubos, puzzles para o subteste composição de objectos, biombo de apresentação, cadernos de pesquisa de símbolos, cadernos de labirintos e grelhas de correcção.

Fonte: Wikipédia e Edipsico

9 comentários:

  1. e cade o teste quero fazer mas não sei se eu posso eu ja tenho 5 anos de idade e meu QI foi de 136 com maximo de 139 isso e bom? eu acho que e não sei

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    1. A média do QI aferido difere de país para país. Em Portugal situa-se entre os 100/110. Um QI de 136/139 é acima da média, elevado. Relembro que em cada idade há baterias de testes adequados ao nível etário.

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  2. Para quando a WISC-IV aferida para a população portuguesa?

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  3. Qual o profissional habilitado para realizar este teste?

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  4. Tenho 14 anos e tirei 123 mas eu estava nervoso e errei algumas questões e tal.123 seria muito superior a o resto das pessoas da minha idade ou não é tanto?

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    1. Não sei onde fizeste o teste, mas com esses valores, a serem corretos, tens um QI ligeiramente acima da média, sim. :)

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