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Intervenção educativa na criança disléxica

Antes de iniciar o trabalho lectivo anual propriamente dito, é de suma importância que o professor de apoio “perca” algumas sessões para ganhar a confiança do aluno e estimular a sua auto-estima de forma que se tornem imunes aos comentários depreciativos de colegas, pais e professores.
Neste primeiro instante, aluno e professor devem reflectir conjuntamente sobre o ritmo de organização a implementar, por forma a minimizar o desgaste decorrente do processo ensino-aprendizagem. A planificação de cada sessão deve ser cuidadosa para que o aluno sinta sempre vontade de regressar. Variar dentro de cada sessão é a magia necessária para que tudo não se torne uma “seca”.

As sessões dos apoios educativos destes alunos não podem ser o complemento das disciplinas curriculares ou mais um “estudo acompanhado”, isto é, esta aprendizagem deverá ser não só aliciante (lúdica), mas também incisiva. Daí a necessidade dos jogos pedagógicos interactivos, dos "quebra-cabeças" e das fichas de trabalho temáticas, para que o “aprender brincado”, produza resultado e avanços.

Como Antunes, citado por Cristina Rocha Vieira, alerta, nem todo o jogo é material pedagógico e tenta sistematizar o que o jogo deve promover para que possa ser considerado como tal (2003).


Exemplos de exercícios
Guião de actividades que serve de base para a criação, adaptação e adopção de diferentes materiais didácticos.

Neste momento é vastíssima a disponibilidade de recursos nomeadamente softwear de jogos interactivos, publicações específicas da temática, publicações curriculares, sites, etc. É assim necessário uma planificação atenta para que não haja dispersão e desadequação das actividades desemvolvidas. No entanto, deverá também haver uma avaliação criteriosa das sessões e da evolução do aluno, para possibilitar o constante reajuste das estratégias adoptadas.

Algumas propostas para minimizar os problemas dentro da sala de aula. Um aluno disléxico:

•Deve estar sentado numa carteira à frente na sala de aula;

•Deve ter apoio pedagógico acrescido às disciplinas de Inglês/Francês, Português e matemática (Escolher de forma a que não haja excesso na carga horária do aluno).

•Deve ser avaliado essencialmente pela oralidade;

•Deve iniciar os testes de avaliação após estes já terem sido lidos pelo professor.

•Não deve ser penalizado pelos seus erros ortográficos;

•Deve ser avaliado mais pelo conteúdo das respostas do que pela forma como estão escritas e estruturadas;

•Deve ser permitido em determinadas circunstâncias que a composição seja feita em casa.

•O professor deve usar diferentes materiais de suporte na aula: projector, vídeos e demonstrações práticas;

•Deve ser estimulado a resolver todos os exercícios e elogiado sempre pelo esforço e pelos sucessos, valorizando as suas iniciativas de forma a aumentar a sua auto-estima;

•Perguntar-lhe se ficou alguma dúvida na exposição da matéria;

•Lembrar-lhe de anotar datas de testes, tarefas e pesquisas;

•Pedir-lhe para anotar explicações que não constem no texto;

Julieta de Lima  (2006)

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