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quinta-feira

O gene STX1A e a enxaqueca

Investigadores portugueses descobriram que a causa das enxaquecas está nos genes, uma descoberta que poderá abrir as portas a novas terapêuticas para esta doença incapacitante, que afecta mais de uma em cada dez pessoas.

Um grupo de investigadores do Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar (ICBAS) da Universidade do Porto identificou variantes genéticas responsáveis por um risco aumentado de enxaqueca na população portuguesa, divulgou hoje o ICBAS.

O estudo, que foi publicado na revista científica Archives of Neurology, poderá fornecer pistas para a descoberta de novas terapêuticas, que diminuam a ocorrência de enxaquecas em pessoas predispostas e atenuem a incapacidade que a doença provoca.
Os investigadores debruçaram-se sobre o gene STX1A, responsável pela produção da proteína sintaxina 1A, que regula a libertação de neurotransmissores no sistema nervoso central.
Dada a conhecida importância dos neurotransmissores na enxaqueca, os investigadores consideraram ser importante explorar a ligação entre este gene e a suscetibilidade a esta doença.

A investigação envolveu um grupo de 188 doentes com enxaqueca e um grupo controlo de 287 pessoas sem enxaqueca, com o objetivo de identificar variantes que pudessem explicar a maior suscetibilidade de certas famílias portuguesas para a enxaqueca.
Neste contexto foram encontradas duas variantes associadas a um risco aumentado de enxaqueca no grupo de doentes.
Estes resultados permitiram associar pela primeira vez o gene STX1A à suscetibilidade a esta doença, bem como identificar uma nova variante neste gene que até agora não tinha sido associada à enxaqueca.

Diário Digital / Lusa (18-08-10)

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