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Como ajudar os alunos com dificuldades na aprendizagem?

Com o objectivo de proporcionar a todos os alunos uma educação inclusiva, é necessário analisar adaptações a estabelecer e determinar os factores a reajustar ou modificar, para que os alunos ultrapassem as insuficiências que apresentam em determinadas áreas:

1-Dificuldades no campo da atenção
- diminuir a distância entre professor e aluno, mantendo-se ou sentando-se na proximidade.
- estabelecer lugares preferenciais, à frente perto do professor e longe de fontes de distracção (portas, janelas, áreas com grande movimento dentro da sala de aula).
- sentar o aluno com problemas de concentração perto de alunos que evidenciam boa capacidade de concentração e que podem funcionar como bons modelos.
- aumentar o incentivo através do contacto físico (mão no ombro, por exemplo) ou visual (olhar).
- variar o tom de voz quando procede a qualquer exposição.
- imprimir um ritmo animado às exposições.
- transmitir indicações, instruções e explicações breves para proporcionar uma maior atenção do aluno.
- atribuir tarefas a realizar que sejam adequadas ao nível do aluno e que possam ser realizadas de forma independente.
- dividir o trabalho em parcelas menores ajuda a manter os alunos mais motivados, e evita que se desviem da tarefas assim como reduz a frustração.
- recompensar ou reforçar positivamente o aluno por um certo número de itens concluídos com correcção.
- entregar aos alunos exemplos escritos que funcionem como referência.
- dar indicações ao aluno para sublinhar a cores instruções de trabalho e palavras importantes.
- recorrer à prática orientada antes do aluno trabalhar na tarefa de forma independente.
- permitir que o aluno peça esclarecimentos aos colegas, enquanto trabalha na carteira.
- estabelecer um contrato relativo ao comportamento esperado durante a realização das tarefas, incluindo incentivos positivos.
- aumentar significativamente as oportunidades de envolvimento activo do aluno na aula e recorrer a técnicas de colocação de questões que envolvam todos os alunos.

2-Dificuldades no campo da memória
- ensinar e praticar formas de categorizar e de agrupar informação.
- ensinar uma variedade de mnemónicas e de estratégias:
- ensinar o aluno a fazer associações por categorias, procurando aspectos que permitam agrupar os termos e que facilitem a sua memorização.
- ensinar o aluno a associar terminologia nova e não familiar com palavras familiares e com idêntico som, por exemplo.
- usar acrónimos.
- ensinar o aluno a construir frases disparatadas usando a primeira letra de cada palavra para representar a informação a ser memorizada sequencialmente. (exemplo para recordar os planetas a partir do Sol: “Micas, verdadeira ternura monstruosa, já saboreou umas nove piranhas” – M=Mercúrio; V=Vénus; T=Terra; M=Marte; J=Júpiter; S=Saturno; U=Urano; N=Neptuno; P=Plutão).-ensinar e modelar uma forma particular de praticar a memorização que consiste em, oralmente, repetir por várias vezes, a informação pretendida.
- ensinar o aluno a proceder a tomada de apontamentos, elaboração de sínteses e esquemas, registo de palavras-chave.
- pedir ao aluno que repita as instruções dadas pelo professor, antes de iniciar a tarefa.
- pedir ao aluno para sublinhar a cores a informação importante e os conceitos a serem aprendidos.
- intensificar a vertente prática (exercícios práticos) e fazer revisões dos conteúdos de diversas formas.
- pedir ao aluno para registar por escrito todos os trabalhos solicitados, de preferência numa agenda ou num bloco de notas específico e comum a todas as disciplinas.
- dar indicações ao aluno no sentido de que espera ver todos os trabalhos registados.
- recorrer a listas de verificação e listas de coisas a fazer.
- permitir o uso de ferramentas de apoio, tais como tabelas e quadros de multiplicar, dispositivos de verificação da ortografia, glossários temáticos, dicionários, sínteses gramaticais, entre outros.

3-Necessidade de proceder a adaptações dos testes/provas de avaliação
- entregar ao aluno fichas com folhas de exercícios e de testes que sejam fáceis de ler (impressas, linguagem acessível, espaçamento duplo, tamanho da letra, margens amplas, cópias com qualidade).
- evitar testes ou fichas de trabalho manuscritas.
- eliminar do teste palavras desnecessárias e expressões que possam confundir o aluno.
- dar instruções em termos claros e usando frases simples e curtas (vocabulário simplificado).
- usar uma cor diferente para as instruções ou palavras-chave, ou destacá-las de outra forma.
- dar a possibilidade da avaliação se fazer mediante resposta breve (escolha múltipla, verdadeiro/falso, preencher espaços em branco, correspondências, legendagem).
- apresentar uma lista de palavras entre as quais o aluno deve seleccionar a correcta para preencher os espaços em branco dos exercícios dos testes.
- conceder tempo suplementar para realizar o teste.
- dar ao aluno um exemplo dos diferentes tipos de questões que irão encontrar nos testes.
- dividir um teste em partes e permitir que o aluno o resolva em dias diferentes em vez de os pressionar a fazer um teste longo num só tempo lectivo.-permitir que o aluno retome o teste oralmente, depois de o ter resolvido por escrito, pois o aluno poderá melhorar a cotação do seu exercício, se for capaz de demonstrar um conhecimento maior do que o denotado nos testes escritos.
- apresentar, ao longo da unidade de ensino, frequentemente breves questionários e revisões com exercícios práticos (avaliação formativa).
- distribuir testes para serem realizados em casa, como trabalho de casa.
- ler as questões do teste para o aluno.
- antes de atribuir cotação final ao teste, assinalar aspectos incorrectos na resolução apresentada pelo aluno e permitir que este tente corrigir os erros cometidos. Só depois estabeleça a cotação final.
- testar o que foi ensinado.
in Estudante Digital

1 comentário:

  1. Olha!!!
    Maravilhosas contribuições.
    Tais chaves são necessárias para o sucesso do aluno com dificuldade de aprendizagens.
    Muuuuuuuuito bom

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